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terça-feira, 28 de agosto de 2012

EDUCAR PARA A CIDADANIA PLENA


 
NEIFF SATTE ALAM[*]
O encanto jamais desaparecerá se a capacidade de sonhar do educador prevalecer sobre a amargura e as dificuldades do caminho, pois, pela estrada que nos leva ao horizonte inatingível do conhecimento absoluto, vamos descobrindo outros “eus”, escondidos nos nossos tempos anteriores em que, atemorizados pelo desconhecido, temíamos as novas descobertas. Buscamos, então, o saber – conhecimento do conhecimento. Centrando nossas ações no “pensamento” e,  valorizando o sonho, passamos à ação...


            Pensar, agir, pensar ..., sequência que enriquece o ato de conhecer, estabelece linhas imaginárias sobre o concreto e concretiza a imaginação. Criamos a partir desta premissa, revolvemos a teoria em sintonia com a prática.

            Desde o momento de formação de nosso embrião aprendemos as coisas do mundo real e, gradativamente, vamos conectando este mundo real ao nosso mundo imaginário. Se a tarefa se refere a uma existência, temos um universo de idéias, teorias e hipóteses a nossa disposição, mas se esta tarefa conecta existências de diferentes indivíduos em diferentes épocas, a linha de aprendizagem passa a envolver outros elementos que, detentores de informações que se transmitem de uma geração a outra, irão interferir na aprendizagem individual, dando-lhe sequência, lógica e cumprindo etapas que se comparam as que entendiam existir Piaget e outros.

O educador é o mago que, sem a varinha de condão, faz fluir da mente dos pequeninos a vontade de vencer etapas, trilhar caminhos, ultrapassar abismos de ignorância ignorando os abismos impostos pelos apóstolos da inapetência, do “não querer fazer” e da vontade de não ter vontade.

            Levantando o véu que cobre o desconhecido, o educador, lenta e progressivamente, vai desvendando os mistérios do conhecer, do saber e do criar. Com a humildade de um aprendiz, com a tolerância de um companheiro e com a sabedoria de um mestre, o educador segue semeando os ensinamentos que farão fluir da pedra bruta os cidadãos que serão responsáveis pelos destinos dos povos.

            Felizes são os povos que têm educadores respeitados pelos seus dirigentes, amados pelos cidadãos livres e de bons princípios, pois estes terão dignidade de caminhar sobre as estradas que, obscuras, vão se iluminando com sua passagem.

            Todos nós educadores que desvendamos os mistérios da sabedoria para crianças, jovens e adultos somos uma peça na construção de homens que anseiam por liberdade, que conheçam seus limites, que tenham a compreensão da natureza humana para poderem entender a si próprios e, erguendo sua auto-estima, sejam felizes e façam a felicidade de seus semelhantes.

            A paz, que é o anseio de todo o mundo quando estamos envolvidos em uma guerra planetária onde são usadas armas de destruição em massa, como a fome, o desemprego e as doenças, só poderá ser conseguida quando as mãos dos educadores estiver sem as amarras de interesses mesquinhos dos que detém o poder, quando a palavra dita pelos mestres do aprender não for sufocada pelos ruídos da intolerância e da incompreensão e, principalmente, quando a liberdade não for apenas uma palavra, mas uma realidade.
            Educador, mestre, professor, dedica-te a um momento de reflexão da importância que tens para com a universalização da paz, da cidadania plen


[*] PROFESSOR UNIVERSITÁRIO APOSENTADO DA UFPEL

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A FORÇA DAS IDEIAS


 
Neiff Satte Alam

 

“...As ideias e, mais amplamente as coisas do espírito, nascem dos próprios espíritos, em condições socioculturais que determinam as suas características e as suas formas, como produtos e instrumentos do conhecimento”.

Edgar Morin,O Método 4, p.131

 

 

As grandes ideias, nascidas do cérebro privilegiado de grandes filósofos e pensadores, de nada valeriam se não fossem colocadas em prática. Os governantes, quando políticos responsáveis e coerentes, deverão se valer destes intelectuais, pois deverá sempre haver um conhecimento solidamente construído para que se desenvolvam políticas adequadas aos anseios do povo. Posicionamentos como o de que “...a finalidade de nossa escola ensinar a repensar o pensamento, a ‘des-saber’ o sabido e a duvidar de sua própria dúvida; esta é a única maneira de começar a acreditar em alguma coisa”, de Juan de Mairena, pode, ser a força motriz para que se trilhe caminhos seguros de liberdade e democracia, por consequência.

 

     Nossos estudantes só aprenderão se não acumularem informações sem a necessária compreensão e se colocarmos em seus cérebros a semente da incerteza e do aprender pelos erros e dúvidas e não pela conveniência de regras dogmáticas como se tudo fossem axiomas, prontos para o consumo e sem discussão ou contestação: “mais vale uma cabeça bem feita do que uma cabeça cheia”, disse Montaigne quando o Brasil estava sendo descoberto, no início do século XVI.

 

     Quais nossas necessidades no mundo das relações entre as ideias e os fatos? Talvez em um primeiro momento seja o de valorizar a educação como prioridade das prioridades e fornecer condições de acesso a uma educação qualificada para todas as pessoas, indistintamente e sem ignorar a frase de E. Morin: “ as ideias são mais teimosas e os fatos quebram-se contra elas com mais freqüência do que elas se quebram contra eles”.

 

     Ai estão algumas idéias que poderão romper com práticas antiquadas e que não consideram importante democratizar o conhecimento, disponibilizar uma educação em que a construção do conhecimento seja viabilizada e que se permita, então, formar homens e mulheres em condições de enfrentar as adversidades e desigualdades impostas pela vida.

 

     Romper com tudo isto que emperra o desenvolvimento através de uma revolução na educação precedida de uma revolução do pensamento, vencendo a barreira da linearidade que vem se impondo por séculos; qualificar os profissionais da educação, dando-lhes condições dignas de vida; disponibilizar recursos em quantidade e qualidade suficientes e que cheguem até as escolas; criar políticas públicas centradas no homem e no conhecimento; cuidar muito especialmente das crianças, cujos cérebros são os portadores de uma enorme capacidade de imaginação e criatividade, são os caminhos seguros para que as idéias sejam a força motriz do desenvolvimento da espécie humana em um planeta mais seguro e renovado.

 

 

 

domingo, 19 de agosto de 2012

ISTO NÃO É COINCIDÊNCIA, É PREMONIÇÃO......

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desutilidades



Neiff Satte Alam

Dia destes, observando a minha auxiliar para trabalhos domésticos tirar o pó de uma estante de livros com um interessante espanador de penas, percebi que o que estava acontecendo era simplesmente uma mudança de lugar do pó, isto é, o espanador trocava o pó de lugar, menos, é claro, o pó que se encontrava embaixo dos livros e de alguns outros objetos, entre os quais algumas pequenas toalhas rendadas, pois, ao retirá-las da prateleira, verifiquei que a marca da renda estava impressa na madeira!

Realmente existem muitas “desutilidades” domésticas. Por vezes encontramos nas gavetas da cozinha alguns objetos comprados de camelôs que faziam maravilhas com descascadores de batata, cenoura, laranja e tudo o mais que se come sem casca, mas, em casa nunca funcionam. Faca de dois gumes, então, servem para cortar os dedos das cozinheiras; e os abridores de latas cheios de engrenagens e outras “parafusetas” que dormem permanentemente no fundo das gavetas e passamos a utilizar os tradicionais, simples e funcionais? Estas coisas todas não superam as armadilhas dos brinquedos eletrônicos da Coréia ou da China, quando funcionam têm vida curtíssima, pois as pilhas comuns não servem, as conexões são encerradas em compartimentos colados e inacessíveis, finalmente “jazem” e em algum armário, assim como DVDs piratas do tipo “usa uma vez e põe fora” (quando se consegue ver o filme todo).

A lista poderia ser aumentada cem vezes, bastaria que fizéssemos uma breve concentração. Entrariam neste rol, sem muito esforço, projetos de recuperação da Educação Básica, de recuperação salarial dos aposentados, CPIs para investigar irregularidades de lá e daqui, enfim uma gama enorme de ações que se constituem em “desutilidades”, não por serem desnecessárias, mas por serem formas disfarçadas de fazer de conta que os parlamentares, em sua maioria, estão trabalhando para atender as demandas sociais.



Entre as “desutilidades” mais marcantes no campo da política brasileira estão os coronéis nortistas e nordestinos comandando o Senado. Qual a utilidade, por exemplo, de um Sarney ou de um Collor? Fora as discussões de beleza e de apoio mútuo, o que mais fazem ou fizeram pelos eleitores?

O pior é que não dá nem para espanar, pois se o fizermos estaremos mudando de lugar esta poeira parlamentar. Dizem que utilizaram um enorme espanador de penas de ema para tirar o Sarney do Maranhão, mas, da mesma forma que o pó do meu escritório, mudou de lugar: foi parar no ...  Amapá !

domingo, 5 de agosto de 2012


                Eduardo Leite, candidato a Prefeito de Pelotas, respaldado por coligação de nove Partidos, junto com seus pais em almoço de abertur da campanha – em 05 de agosto de 2012



                                                     PELOTAS DE CARA NOVA

domingo, 29 de julho de 2012

Um passeio pelo parque

Neiff Satte Alam

         “Que formidável determinismo pesa sobre o conhecimento! Ele nos impõe o que se precisa conhecer, como se deve conhecer, o que não se pode conhecer. Comanda, proíbe, traça rumos, estabelece os limites, ergue cercas de arame farpado e conduz-nos ao pondo onde devemos ir.” (Edgar Morin, O Método 4)

     Imprinting cultural (este termo surge como proposta de  Konrad Lorenz, “marca incontornável imposta pelas primeiras experiências do jovem animal, como o passarinho que, ao sair do ovo, segue como se fosse sua mãe, o primeiro ser vivo ao seu alcance”.) e conformismo a visão cultural que ocorre em todas classes sociais e muito evidente nas esferas intelectuais e universitárias. Libertar-se deste processo de estagnação e “que nos faz desconsiderar tudo aquilo que não concorde com nossas crenças, e o recalque eliminatório , que nos faz recusar toda informação inadequada à nossas convicções, ou toda objeção vinda de fonte considerada má”, é o desfio dos que percebem através de uma janela não linear de pensamento, pois, em muitos casos, a linearidade imposta por uma visão determinista pode ocasionar um freio na expansão cultural e uma aceleração na frente conservadora, permitam-me o paradoxo, retardando as necessárias mudanças culturais. Como disse Feyerabend, citado por Morin, “ a aparência da verdade absoluta nada é mais do que o resultado de um conformismo absoluto”.

     A inconformidade, a recusa de seguir o imprinting cultural, a necessidade de buscar alternativas que não estão previstas, mas podem constituir novos caminhos, diferentes do que estava determinado, deverá se constituir em uma possibilidade de criação de novos ângulos culturais, sem que se necessite negar a existência ou importância das culturas ou manifestações culturais existentes, muito menos ignorar os sincretismos que evoluem para novas manifestações culturais, até mesmo na fixação de novas culturas.

     A mobilidade das ideias é um importante fator de compreensão da visão não linear, que nos impõe compreender que toda a evolução cultural parte de culturas anteriores, representadas das mais diferentes formas, muitas vezes abafadas pelas novas culturas, que não as desconhece ( pelo menos deveria ser assim), mas as coloca em patamares de difícil acesso às pessoas que não se dedicam ao estudo destas.

     Colocar-se, por exemplo, em frente a um prédio neoclássico, de valor histórico/cultural um pequeno prédio de um estilo eclético (neste caso uma mistura de estilo e matérias de construção)fere a visão cultural ou o imprintig cultural? Colocar-se em frente a um prédio de estilo eclético um elemento arquitetônico de estilo neoclássico, fere a visão cultural ou o imprinting cultural? Por outro lado, fazer um monumento em forma de um monolito negro, sem estilo definido, mas em “homenagem à Bíblia”, não fere o imprinting cultural? Estas discrepâncias de pensamento não seriam de certa forma uma busca da verdade absoluta que, se tivessem prevalecido em outros momentos históricos, não teríamos toda esta riqueza cultural arquitetônica que alimenta nossas ideias contemporâneas?
     Foram estas idéias “não lineares” que surgiram em minhas reflexões – uma forma de discussão  não falada, ao contornar o Parque Júlio de Castilhos, atualmente Parque Dom Antônio Zatter. Local de alta concentração de discussões acadêmicas sobre importantes questões culturais, artísticas, estilo arquitetônico e outros que tais, mas ... não esqueçam o monolito religioso

quarta-feira, 18 de julho de 2012

EDUARDO LEITE E PAULA - A PELOTAS DO FUTURO INICIA AQUI!



A VONTADE FAZ O CAMINHO



NEIFF SATTE ALAM


 “O universo só é conhecido pelo homem através da lógica e das matemáticas, produtos do seu espírito, mas ele só pode compreender como as construiu estudando a si mesmo, psicológica e biologicamente, ou seja, em função do universo inteiro. Piaget”.



Quando se diz que a vontade faz o caminho, estamos estabelecendo as regras de conduta que estabelecerão as diretrizes que nortearão a caminhada. Esta caminhada será sempre no sentido da construção de uma escola forte, unida e harmonizada com seu contexto. Quando perguntaram a Khalil Gibran o que ele entendia sobre ensino, este respondeu:

“ Nenhum homem poderá revelar-vos nada senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento..

O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura.

Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas antes vos conduzirá ao limiar de vossa própria mente.”

Este é o nosso caminho. O caminho da fé, da ternura e do saber. Isto é o que esperam de nós professores todas aquelas crianças e jovens que ansiosamente e assustados estão sentados nas salas de aula.

O caminho da escola de hoje transcende os limites da insipiente interdisciplinaridade que apenas mascara o grave problema do reducionismo determinado pela elevada especialização, pois quando ganhamos conhecimento por um lado inevitavelmente fazemos crescer a ignorância de outro (ganho de conhecimento X ganho de ignorância).

Em meio a este turbilhão, a escola tenta sobreviver. Busca por meios próprios alcançar sua aptidão para produzir conhecimento (competência) que, aliando-se a atividade cognitiva, leva-nos a um “saber” – conhecimento do conhecimento.

É nesta cruzada ética que se encontra a escola de hoje. Há um conflito entre o poder e o saber: “... Enfim, em toda a história humana, a atividade cognitiva interagiu de modo ao mesmo tempo complementar e antagônico com a ética, o mito, a religião, a política: o poder, com freqüência controlou o saber para controlar o poder do saber”. (E.Morin).

A vontade de espantar o fantasma do reducionismo que assombra a educação terá que ser mais forte do que a necessidade deste de assumir o controle do saber fragmentado. Mesmo que considerando insipiente a ação interdisciplinar hoje proposta pelas escolas, nesta ação é que encontramos os rumos para trilharmos o caminho da desfragmentação do conhecimento devolvendo-lhe a característica multidimensional, embora culturalmente tenhamos a tendência a esfacelá-lo. Este esfacelamento faz com que surjam conhecimentos distintos e, com mais gravidade, faz-nos perder a visão do todo. Deixamos de contextualizar e perdemos a aptidão de produzir conhecimento, dificultando a caminhada.

A escola deve sair em busca do saber, do conhecimento do conhecimento. “...Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento; onde está o conhecimento perdido na informação?” ( T.S. Eliot, citado por E. Morin).


EDUARDO LEITE

RESPEITO COM OS IDOSOS...

PELOTAS INICIARÁ OS PRÓXIMOS 200 ANOS COM EDUARDO E PAULA!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Difícil de explicar, fácil de entender!

                                          NEIFF SATTE ALAM

     Uma formiga preta correndo para fugir ao ataque impiedoso de um pequeno pássaro teve a sorte de se aproximar do lugar em que, sentado, a observava atentamente. Uma vencedora esta formiga, pensei, escapou do primeiro inimigo e já ganhou a simpatia do segundo, que seria eu.

     Tenho sido um feroz algoz de formigas, pois as extermino com veneno, com esmagamento ou simplesmente deixando os insetívoros fazerem seu trabalho, mas neste caso, talvez sensibilizado pela resistência e coragem do animalzinho, entendi deixa-la viver, até ajudei colocando-a dentro do formigueiro e perdendo-a de vista em meio a multidão de companheiras

     Antes deste ato de bondade, pude observar atentamente a perfeição de seus movimentos, seis patas firmemente articuladas ao tórax imprimiam um deslocamento com nexo, provavelmente orientado por dois olhos facetados auxiliados por três ocelos que se ajustavam em um campo visual de extrema qualidade; as duas antenas movimentavam-se freneticamente apalpando tudo que vinha pela frente, até outras formigas, parecia que se cumprimentavam, mas rapidamente se afastavam, pois não podiam perder tempo com conversa fiada. Trabalhar era a regra.

     Interessante ter fixado a atenção naquela formiga, afinal o DNA diz que elas são da mesma espécie, têm o mesmo comportamento, as mesmas necessidades funcionais, mas aquela formiga pareceu mais importante, o seu momento era especial,  as outras poderiam morrer, mas ela não. As outras poderiam ter o mesmo desempenho no seu papel de equilíbrio ambiental, mas ela teve uma entrada em cena que a tornou merecedora de uma vida um pouco mais longa.

     Estava envolvido por estes pensamentos quando uma notícia na televisão desviou minha atenção: ‘o exército americano entrou em conflito com grupo talibã e matou vários deles’, na  continuação da notícia, ‘Porta-aviões americano leva auxílio ao Haiti e consegue que seus soldados retirem várias pessoas que estavam soterradas em razão do desmoronamento de um Supermercado’.

     As pessoas residentes no Planeta, dependendo do humor de algum poderoso, poderão viver ou morrer. Se somos todos originados do mesmo DNA, independentemente de termos nascido no Haiti ou Afeganistão, não mereceríamos o mesmo tratamento? O coturno que esmaga um talibã não pertence ao mesmo exército que se esforça em salvar uma vida?

     Não sei responder estas perguntas, mas de qualquer forma passarei a ter dificuldade em matar formigas de agora em diante... claro que o Obama não está nem aí para minhas dúvidas, afinal tem o mundo inteiro para salvar ou matar! O que são algumas formigas...?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A REALIDADE É UM DOS CASOS DA POSSIBILIDADE


FALA PELOTAS!

 O Prefeito Fetter Jr. pode estar junto com o futuro prefeito de Pelotas. Esta foto é de extrema importância , pois, segundo Prigogine, "a realidade é um dos casos da possibilidade". Eduardo Leite, Paula Mascarenhas e Fabrício Tavares são pré-candidatos a prefeito, têm luz própria e estão se entrosando nos caminhos da administração pública, cada um do seu modo e dentro de características próprias.

Outros poderão se juntar a este trio, pois se espera outros pré-candidatos com a mesma linhagem inspirada na qualidade e continuidade de um governo que mudou a cara de Pelotas....

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR






NEIFF SATTE ALAM



(...) não basta elevar o nível de formação acadêmica, pois o essencial na profissionalização da profissão de professor refere-se à relação com o saber, com a ação, com o pensamento, com a liberdade, com o risco e com a responsabilidade. (...) Essa forma de profissionalização, naturalmente, não pode se desenvolver contra as instituições. Mas elas só se manifestarão se um crescente número de professores assumir-se como profissional reflexivo e incomodar-se com a forma como os burocratas os tratam; eles não devem agir por meio do ressentimento nem dos protestos sindicais,  mas pela construção negociada do sistema educativo. (Perrenoud, A Prática Reflexiva no Ofício de Professor)

     É fundamental para o processo de profissionalização que se entenda que o professor se constitua em formador. Alguns aspectos devem ser considerados para que tal situação ocorra. Não analisaremos todos, mas apenas aquelas que poderão nos dar uma ideia do que se está falando.

     A aprendizagem tem que ser mais do que simples assimilação de conhecimento e deve se constituir em um poderoso mecanismo de transformação da pessoa. Desta forma se estará dando atenção não a um aluno, mas a um sujeito que está se formando.

     Estamos habituados a perceber reconhecimento como grande professor àquele que, como sábio, compartilha seu saber enquanto que o mais importante é a postura de um professor/formador que se aplica orientando uma autoformação. Sendo natural, portanto, uma avaliação formativa  e não uma avaliação somatória.

     Tudo isto se refere a um trabalho de absoluta conexão entre todos estes componentes analisados  e outros tantos que aqui sequer citamos, mas que nos encaminha para uma postura reflexiva e de complexidade.

     O caminho a seguir é o de buscar formadores de professores, com esta mesma intenção de, através de uma prática reflexiva, construir professores-formadores e, em um processo de multiplicação, ir transmitindo aos colegas o sucesso desta forma de agir. A mudança sempre será mais lenta do que a velocidade das ideias que a move, mas algum ganho se terá, mesmo que a escola, dentro de um contexto de mudanças tecnológicas, pareça imóvel, pois estas velocidades não são iguais.

      A mudança está verdadeiramente no pensamento e lenta e progressivamente vai assumindo posturas distintas que ocasionam, ao mesmo tempo que se submetem, uma revolução do paradigma que sustenta a ação de formação no enfrentamento com as mudanças e conflitos sociais. A mudança parece lenta, mas é essa forma de ocorrer que dá solidez na profissionalização do professor, então formador...

    

sábado, 26 de maio de 2012

PROGRAMA 13 HORAS/RU DE MAIO DE 2012

DISCUTINDO POLÍTICA.

MARASCO, NEIFF, ERNANI E CUSTÓDIO

PROGRAMA PELOTAS
13 HORAS

O PDT PELOTENSE COMEÇ A A SE ORGANIZAR E SE HARMONIZAR

A participação do PDT no Conselho Político com outros 9 Partidos está consolidada com o apoio explícito da Direção Estadual do PDT, que acatou a decisão do Diretório Municipal. Este Diretório, em reunião com quase totalidade de seus membros, já havia decidido por unanimidade dos presentes que seria de todo importante e natural  associar-se aos nove Partidos Políticos que dão sustentação ao governo Fetter.
É importante que os menos avisados entendam que esta participação não tira de nenhum dos dez Partidos participantes o direito de apresentarem candiatos à majoritária de outubro. Isto significa que o PDT poderá ter candidato a Prefeito e/ou Vice Prefeito sem que se constitua em ruptura a qualquer participação dentro do Governo.
O fato de outros partidos, que não fazem parte deste Conselho (o PDT, quando foi convidado a conversar,, não fazia parte do Conselho Político), mostrarem interesse em conversar também não caracterizaria qualquer desarmonia, pois, até por uma questão de educação, aceita-se reuniões deste tipo, desde que não conprometa os acordos feitos de forma ética e sem a busca pura e simples de cargos (uma vez que todos, sem exceção, oferecem cargos, logo, fica fácil oferecer o que não precisarão cumprir, portanto não seria este o fator agregação.).
O PDT pelotense está se organizando e se harmonizando, embora ainda existam muitas resistências para que se solidifique, pois esteve muito tempo fora de sintonia com o eleitor trabalhista. Apesar das dificuldades e graças a interferência da Executiva Estadual, o partido começa a tormar forma e retomar o seu rumo no sentido de poder interferir nos rumos da política  pelotense.

quarta-feira, 16 de maio de 2012


UMA FOTO VALE MIL PALAVRAS, MAS O CONHECIMENTO VALE MIL FOTOS...

A verdade sempre aparece, graças a tecnologia, mas se alguém, com duvidosa intenção ou com segunda intenção perversamente a falseou, cabe as pessoas de bem honrá-la. Ao assinar minha ficha como filiado do PDT, Carlos Lupi estava me recolocando no caminho do trabalhismo. Se isto assusta os que não entendem a verdadeira ideologia trabalhista e querem fazer desta sigla caminho para alcançar poder, nada posso fazer, pois sou professor e não psiquiatra. Ofereci meu conhecimento na área da educação ao Governo por acreditar no Prefeito que ajudei a eleger, na utilidade de meus atos e na minha capacidade de realização de um projeto que só não terá continuidade se faltar competência aos sucessores ... que espero não falte, pois estarei atento e, de posse de tudo que aprendi, não permitirei que pessoas sem qualificação invadam, depredando, tudo que se conquistou neste curto espaço de tempo. Minha missão na Educação está apenas começando, não importa trincheira ou companhia de quem esteja, pois o Conselho Político que tenho a honra de participar é suficientemente heterogêneo para que meus propósitos trabalhistas tenham abrigo. Desta forma,   o foco será sempre o mesmo, a vontade será sempre a mesma e a minha arma será a palavra e o conhecimento conquistado com muito trabalho, esforço e dedicação que a precede.

Neiff Satte Alam

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ASSISTA O VÍDEO


http://vimeo.com/33918959

Tecnologias de Informação e Comunicação X Escola do futuro





Neiff Satte Alam[*]



           “Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares”. Elisângela Fernandes, Revista Nova Escola/junho 2010.



               É urgente o ingresso na sala de aula das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Mais urgente ainda é a preparação dos professores para enfrentarem os desafios destas novas tecnologias, pois há que se entender uma necessária mudança de visão sobre “como” e “o quê” ensinar.

     A sala de aula assumiu a dimensão do Universo, não há mais limites, pois o espaço cibernético associou-se definitivamente ao espaço do pensamento universal, a noosfera. Texto e hipertexto conectados, sem dar lugar aos vícios de uma visão linear que compromete a contextualização.

     O ensino presencial deverá dar lugar a um ensino semi-presencial. As aulas à distância, mesmo que em tempo real, deverão ser incluídas no projeto político pedagógico e se apropriar das facilidades de busca de informação dos sites que tem esta finalidade, mas sempre com o cuidado de uma analise crítica sobre as fontes destas informações.

     É responsabilidade dos sistemas de ensino promover uma formação qualificada dos professores e especialistas em educação, pois se faz necessária uma construção de competência destes profissionais (formação inicial e continuada) para que não fiquem reféns da internet, principalmente dos sites de busca que, em muitos casos, são alimentados sem muito cuidado e/ou responsabilidade.

     Cabe aos professores esta tarefa de fazer bom uso do ciberespaço para que se transforme em aliado e não em inimigo, que sejam úteis na construção do conhecimento e não mais um problema na difícil missão de ensinar.

     Computadores de mesa, notebooks,IPads, IPods, Tablets, telefones celulares e outras tantas tecnologias associadas a projetores, televisores etc., estão disponíveis em grande parte de nossas escolas, mas ainda não foram suficientemente inseridas no cotidiano escolar e muito menos nos procedimentos pedagógicos da grande maioria de nossas escolas, ao ponto de não se dar falta destes equipamentos se repentinamente desaparecerem.

     As escolas deverão formar suas redes próprias e conectarem entre si e com a rede mundial formando, desta maneira, uma grande teia onde alunos, professores e gestores em educação possam absorver todas as vantagens proporcionadas pelo ciberespaço na disponibilização de informações destas novas tecnologias, pois o volume de conhecimento a ser aprendido só terá a possibilidade de absorção desta forma.

     As redes sociais deverão, então, competir com as redes educacionais, de forma equilibrada e positiva havendo, com certeza, crescimento de ambas e por consequência dos alunos, os grandes beneficiados de uma gestão firme e identificados com o aprendizado em um mundo sem fronteiras para o conhecimento.

      

      

    







[*] Professor e Especialista em Informática na Educação

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CABEÇA VAZIA, OFICINA DO DIABO



 Neiff Satte Alam

     Não era bem um bar como qualquer outro. Ficava na zona rural, mas muito perto da estrada de entrada da cidade. O dono, um sujeito gordo, baixo, de cabelos ralos e muito claros, quase brancos e com um forte sotaque estrangeiro –  acho que pomerano, cuidava do lugar, principalmente da gaveta do dinheiro, supostamente o caixa do estabelecimento. Com a pele tão clara que ficava com pequenas veias dando uma coloração azulada, era apelidado de SMURF. Claro que o apelido não era de conhecimento dele.

     A proximidade da cidade fazia com que os freqüentadores se diversificassem entre pessoal da zona rural que trabalhava na cidade ou morava nas proximidades e o pessoal da cidade que trabalhava no interior do município.

     Em uma mesa de madeira talhada a enxó e tão velha  quanto o dono do bar, sentavam-se três mulheres que com seus olhos de águia pareciam absorver todas as imagens de pessoas que entravam e saiam. O prazer das madames era achar algum defeito na vida daquelas pessoas, algumas conhecidas, outras não, mas todas alvo das fofocas e maledicências ali desenvolvidas com a habilidade de quem domina o jogo da maldade.

     Em uma mesa próxima, solitário, mas atento a conversa das três gralhas, um apontador de jogo do bicho, um sujeito alto, nem gordo nem magro, mas muito desengonçado, que parecia ter saído da história dos smurfs, escrevia o panfleto semanal do bar, muito lido, não pela qualidade do material, mas pelas maldades, impropérios e outras bobagens que revelavam um certo sadomasoquismo, já impossível de ser tratado por qualquer psiquiatra honesto, pois tratava-se de um caso incurável.

     Nos outros locais do bar, várias mesas eram ocupadas por pessoas que se divertiam ao final da tarde, alguns eram professores de uma escola próxima e curtiam o final de expediente naquele local. O apontador de jogo do bicho, segundo dizem, tinha sido secretário daquela escola e havia sido dispensado do serviço pela sua inapetência ao trabalho e de ser “arranjador de confusão”. Talvez por este motivo que a maior parte de seus escritos fosse para desabonar os ex-colegas que não tinham nenhum agrado em manter conversa com o sujeito, mas não o rejeitavam de forma ostensiva, pois eram educados e tinham “uma certa piedade” pelo seu comportamento doentio.

     Às vezes, quando a turma mais descontraída estava fazendo farra no bar, faziam aviões de papel e atiravam nos demais fregueses, todos muito conhecidos, menos o sujeito que, escrevendo suas maldades, ficavam absorto em seus pensamentos, levando vez por outra um avião de papel na cabeça.

     Um dia, lá pelas seis horas da tarde, uma tempestade se avizinhando pelas bandas do sul e contrastando com o céu encoberto por pesadas nuvens, um pequeno avião, destes que jogam inseticida nas lavouras, lançou-se sobre o bar do “Smurf”. A turma que se divertia com seus aviões de papel, vendo que o avião de verdade se aproximava rapidamente do bar, começou a gritar para que todos fugissem: “- cuidado com o avião!!!. O pseudoescritor achando que era mais uma brincadeira, não deu importância aos avisos e ficou tranquilamente sentado... A explosão foi ouvida, segundo  alguns, no centro da cidade. Nada sobrou do homem, sua cabeça, dizem, foi encontrada boiando em uma sanga, pois o interior estava totalmente vazio, como se ali nunca tivesse existido um cérebro.O homem que a encontrou, dirigindo- se   a um amigo, disse: “-Bem diz o ditado que cabeça vazia é a oficina do diabo!”


















domingo, 15 de abril de 2012

LEMBRANÇAS DA PRAIA DO LARANJAL

UMA IMAGEM DO PASSADO. O "TRAPICHE DO VALVERDE", AGORA EM FASE DE REMODELAÇÃO, MAS QUE SERÁ GUARDADO POR ESTA IMAGEM NA SUA FORMA MAIS PITORESCA. ESTA IMAGEM JAMAIS SE REPETIRÁ, FAZ PARTE DO PASSADO...