RESPEITO COM OS IDOSOS...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Difícil de explicar, fácil de entender!
NEIFF
SATTE ALAM
Uma formiga preta correndo para fugir ao
ataque impiedoso de um pequeno pássaro teve a sorte de se aproximar do lugar em
que, sentado, a observava atentamente. Uma vencedora esta formiga, pensei,
escapou do primeiro inimigo e já ganhou a simpatia do segundo, que seria eu.
Tenho
sido um feroz algoz de formigas, pois as extermino com veneno, com esmagamento
ou simplesmente deixando os insetívoros fazerem seu trabalho, mas neste caso,
talvez sensibilizado pela resistência e coragem do animalzinho, entendi
deixa-la viver, até ajudei colocando-a dentro do formigueiro e perdendo-a de
vista em meio a multidão de companheiras
Antes
deste ato de bondade, pude observar atentamente a perfeição de seus movimentos,
seis patas firmemente articuladas ao tórax imprimiam um deslocamento com nexo,
provavelmente orientado por dois olhos facetados auxiliados por três ocelos que
se ajustavam em um campo visual de extrema qualidade; as duas antenas
movimentavam-se freneticamente apalpando tudo que vinha pela frente, até outras
formigas, parecia que se cumprimentavam, mas rapidamente se afastavam, pois não
podiam perder tempo com conversa fiada. Trabalhar era a regra.
Interessante
ter fixado a atenção naquela formiga, afinal o DNA diz que elas são da mesma
espécie, têm o mesmo comportamento, as mesmas necessidades funcionais, mas
aquela formiga pareceu mais importante, o seu momento era especial, as outras poderiam morrer, mas ela não. As
outras poderiam ter o mesmo desempenho no seu papel de equilíbrio ambiental,
mas ela teve uma entrada em cena que a tornou merecedora de uma vida um pouco
mais longa.
Estava
envolvido por estes pensamentos quando uma notícia na televisão desviou minha
atenção: ‘o exército americano entrou em conflito com grupo talibã e matou
vários deles’, na continuação da
notícia, ‘Porta-aviões americano leva auxílio ao Haiti e consegue que seus
soldados retirem várias pessoas que estavam soterradas em razão do
desmoronamento de um Supermercado’.
As
pessoas residentes no Planeta, dependendo do humor de algum poderoso, poderão
viver ou morrer. Se somos todos originados do mesmo DNA, independentemente de
termos nascido no Haiti ou Afeganistão, não mereceríamos o mesmo tratamento? O
coturno que esmaga um talibã não pertence ao mesmo exército que se esforça em
salvar uma vida?
Não
sei responder estas perguntas, mas de qualquer forma passarei a ter dificuldade
em matar formigas de agora em diante... claro que o Obama não está nem aí para
minhas dúvidas, afinal tem o mundo inteiro para salvar ou matar! O que são
algumas formigas...?
sexta-feira, 8 de junho de 2012
A REALIDADE É UM DOS CASOS DA POSSIBILIDADE
FALA PELOTAS!
O Prefeito Fetter Jr. pode estar junto com o futuro prefeito de Pelotas. Esta foto é de extrema importância , pois, segundo Prigogine, "a realidade é um dos casos da possibilidade". Eduardo Leite, Paula Mascarenhas e Fabrício Tavares são pré-candidatos a prefeito, têm luz própria e estão se entrosando nos caminhos da administração pública, cada um do seu modo e dentro de características próprias.
Outros poderão se juntar a este trio, pois se espera outros pré-candidatos com a mesma linhagem inspirada na qualidade e continuidade de um governo que mudou a cara de Pelotas....
quinta-feira, 31 de maio de 2012
PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR
NEIFF SATTE
ALAM
(...) não
basta elevar o nível de formação acadêmica, pois o essencial na
profissionalização da profissão de professor refere-se à relação com o saber,
com a ação, com o pensamento, com a liberdade, com o risco e com a
responsabilidade. (...) Essa forma de profissionalização, naturalmente, não
pode se desenvolver contra as instituições. Mas elas só se manifestarão se um crescente
número de professores assumir-se como profissional reflexivo e incomodar-se com
a forma como os burocratas os tratam; eles não devem agir por meio do
ressentimento nem dos protestos sindicais,
mas pela construção negociada do sistema educativo. (Perrenoud,
A Prática Reflexiva no Ofício de Professor)
É fundamental para o processo de
profissionalização que se entenda que o professor se constitua em formador.
Alguns aspectos devem ser considerados para que tal situação ocorra. Não
analisaremos todos, mas apenas aquelas que poderão nos dar uma ideia do que se
está falando.
A aprendizagem tem que ser mais do que
simples assimilação de conhecimento e deve se constituir em um poderoso
mecanismo de transformação da pessoa. Desta forma se estará dando atenção não a
um aluno, mas a um sujeito que está se formando.
Estamos habituados a perceber
reconhecimento como grande professor àquele que, como sábio, compartilha seu
saber enquanto que o mais importante é a postura de um professor/formador que
se aplica orientando uma autoformação. Sendo natural, portanto,
uma avaliação formativa e não uma
avaliação somatória.
Tudo isto se refere a um trabalho de
absoluta conexão entre todos estes componentes analisados e outros tantos que aqui sequer citamos, mas
que nos encaminha para uma postura reflexiva e de complexidade.
O caminho a seguir é o de buscar formadores
de professores, com esta mesma intenção de, através de uma prática reflexiva,
construir professores-formadores e, em um processo de multiplicação, ir
transmitindo aos colegas o sucesso desta forma de agir. A mudança sempre será
mais lenta do que a velocidade das ideias que a move, mas algum ganho se terá,
mesmo que a escola, dentro de um contexto de mudanças tecnológicas, pareça
imóvel, pois estas velocidades não são iguais.
A
mudança está verdadeiramente no pensamento e lenta e progressivamente vai
assumindo posturas distintas que ocasionam, ao mesmo tempo que se submetem, uma
revolução do paradigma que sustenta a ação de formação no enfrentamento com as
mudanças e conflitos sociais. A mudança parece lenta, mas é essa forma de ocorrer
que dá solidez na profissionalização do professor, então formador...
sábado, 26 de maio de 2012
O PDT PELOTENSE COMEÇ A A SE ORGANIZAR E SE HARMONIZAR
A participação do PDT no Conselho Político com outros 9 Partidos está consolidada com o apoio explícito da Direção Estadual do PDT, que acatou a decisão do Diretório Municipal. Este Diretório, em reunião com quase totalidade de seus membros, já havia decidido por unanimidade dos presentes que seria de todo importante e natural associar-se aos nove Partidos Políticos que dão sustentação ao governo Fetter.
É importante que os menos avisados entendam que esta participação não tira de nenhum dos dez Partidos participantes o direito de apresentarem candiatos à majoritária de outubro. Isto significa que o PDT poderá ter candidato a Prefeito e/ou Vice Prefeito sem que se constitua em ruptura a qualquer participação dentro do Governo.
O fato de outros partidos, que não fazem parte deste Conselho (o PDT, quando foi convidado a conversar,, não fazia parte do Conselho Político), mostrarem interesse em conversar também não caracterizaria qualquer desarmonia, pois, até por uma questão de educação, aceita-se reuniões deste tipo, desde que não conprometa os acordos feitos de forma ética e sem a busca pura e simples de cargos (uma vez que todos, sem exceção, oferecem cargos, logo, fica fácil oferecer o que não precisarão cumprir, portanto não seria este o fator agregação.).
O PDT pelotense está se organizando e se harmonizando, embora ainda existam muitas resistências para que se solidifique, pois esteve muito tempo fora de sintonia com o eleitor trabalhista. Apesar das dificuldades e graças a interferência da Executiva Estadual, o partido começa a tormar forma e retomar o seu rumo no sentido de poder interferir nos rumos da política pelotense.
É importante que os menos avisados entendam que esta participação não tira de nenhum dos dez Partidos participantes o direito de apresentarem candiatos à majoritária de outubro. Isto significa que o PDT poderá ter candidato a Prefeito e/ou Vice Prefeito sem que se constitua em ruptura a qualquer participação dentro do Governo.
O fato de outros partidos, que não fazem parte deste Conselho (o PDT, quando foi convidado a conversar,, não fazia parte do Conselho Político), mostrarem interesse em conversar também não caracterizaria qualquer desarmonia, pois, até por uma questão de educação, aceita-se reuniões deste tipo, desde que não conprometa os acordos feitos de forma ética e sem a busca pura e simples de cargos (uma vez que todos, sem exceção, oferecem cargos, logo, fica fácil oferecer o que não precisarão cumprir, portanto não seria este o fator agregação.).
O PDT pelotense está se organizando e se harmonizando, embora ainda existam muitas resistências para que se solidifique, pois esteve muito tempo fora de sintonia com o eleitor trabalhista. Apesar das dificuldades e graças a interferência da Executiva Estadual, o partido começa a tormar forma e retomar o seu rumo no sentido de poder interferir nos rumos da política pelotense.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
UMA FOTO VALE MIL PALAVRAS, MAS O CONHECIMENTO VALE MIL
FOTOS...
Neiff
Satte Alam
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Tecnologias de Informação e Comunicação X Escola do futuro
Neiff Satte Alam[*]
“Em
um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma
integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que
está nos bancos escolares”. Elisângela
Fernandes, Revista Nova Escola/junho 2010.
É urgente o ingresso na sala de aula das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs). Mais urgente ainda é a preparação dos
professores para enfrentarem os desafios destas novas tecnologias, pois há que
se entender uma necessária mudança de visão sobre “como” e “o quê” ensinar.
A sala de aula assumiu a dimensão do
Universo, não há mais limites, pois o espaço cibernético associou-se
definitivamente ao espaço do pensamento universal, a noosfera. Texto e
hipertexto conectados, sem dar lugar aos vícios de uma visão linear que
compromete a contextualização.
O ensino presencial deverá dar lugar a um
ensino semi-presencial. As aulas à distância, mesmo que em tempo real, deverão
ser incluídas no projeto político pedagógico e se apropriar das facilidades de
busca de informação dos sites que tem esta finalidade, mas sempre com o cuidado
de uma analise crítica sobre as fontes destas informações.
É responsabilidade dos sistemas de ensino promover
uma formação qualificada dos professores e especialistas em educação, pois se
faz necessária uma construção de competência destes profissionais (formação
inicial e continuada) para que não fiquem reféns da internet, principalmente
dos sites de busca que, em muitos casos, são alimentados sem muito cuidado e/ou
responsabilidade.
Cabe aos professores esta tarefa de fazer
bom uso do ciberespaço para que se transforme em aliado e não em inimigo, que
sejam úteis na construção do conhecimento e não mais um problema na difícil
missão de ensinar.
Computadores de mesa, notebooks,IPads,
IPods, Tablets, telefones celulares e outras tantas tecnologias associadas a
projetores, televisores etc., estão disponíveis em grande parte de nossas
escolas, mas ainda não foram suficientemente inseridas no cotidiano escolar e
muito menos nos procedimentos pedagógicos da grande maioria de nossas escolas,
ao ponto de não se dar falta destes equipamentos se repentinamente
desaparecerem.
As escolas deverão formar suas redes
próprias e conectarem entre si e com a rede mundial formando, desta maneira,
uma grande teia onde alunos, professores e gestores em educação possam absorver
todas as vantagens proporcionadas pelo ciberespaço na disponibilização de
informações destas novas tecnologias, pois o volume de conhecimento a ser
aprendido só terá a possibilidade de absorção desta forma.
As redes sociais deverão, então, competir
com as redes educacionais, de forma equilibrada e positiva havendo, com
certeza, crescimento de ambas e por consequência dos alunos, os grandes
beneficiados de uma gestão firme e identificados com o aprendizado em um mundo
sem fronteiras para o conhecimento.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
CABEÇA VAZIA, OFICINA DO DIABO
Não
era bem um bar como qualquer outro. Ficava na zona rural, mas muito perto da
estrada de entrada da cidade. O dono, um sujeito gordo, baixo, de cabelos ralos
e muito claros, quase brancos e com um forte sotaque estrangeiro – acho que pomerano, cuidava do lugar,
principalmente da gaveta do dinheiro, supostamente o caixa do estabelecimento.
Com a pele tão clara que ficava com pequenas veias dando uma coloração azulada,
era apelidado de SMURF. Claro que o apelido não era de conhecimento dele.
A
proximidade da cidade fazia com que os freqüentadores se diversificassem entre
pessoal da zona rural que trabalhava na cidade ou morava nas proximidades e o
pessoal da cidade que trabalhava no interior do município.
Em
uma mesa de madeira talhada a enxó e tão velha quanto o dono do bar, sentavam-se três
mulheres que com seus olhos de águia pareciam absorver todas as imagens de
pessoas que entravam e saiam. O prazer das madames era achar algum defeito na
vida daquelas pessoas, algumas conhecidas, outras não, mas todas alvo das
fofocas e maledicências ali desenvolvidas com a habilidade de quem domina o
jogo da maldade.
Em
uma mesa próxima, solitário, mas atento a conversa das três gralhas, um
apontador de jogo do bicho, um sujeito alto, nem gordo nem magro, mas muito
desengonçado, que parecia ter saído da história dos smurfs, escrevia o panfleto
semanal do bar, muito lido, não pela qualidade do material, mas pelas maldades,
impropérios e outras bobagens que revelavam um certo sadomasoquismo, já
impossível de ser tratado por qualquer psiquiatra honesto, pois tratava-se de
um caso incurável.
Nos
outros locais do bar, várias mesas eram ocupadas por pessoas que se divertiam
ao final da tarde, alguns eram professores de uma escola próxima e curtiam o
final de expediente naquele local. O apontador de jogo do bicho, segundo dizem,
tinha sido secretário daquela escola e havia sido dispensado do serviço pela
sua inapetência ao trabalho e de ser “arranjador de confusão”. Talvez por este
motivo que a maior parte de seus escritos fosse para desabonar os ex-colegas
que não tinham nenhum agrado em manter conversa com o sujeito, mas não o
rejeitavam de forma ostensiva, pois eram educados e tinham “uma certa piedade”
pelo seu comportamento doentio.
Às
vezes, quando a turma mais descontraída estava fazendo farra no bar, faziam
aviões de papel e atiravam nos demais fregueses, todos muito conhecidos, menos
o sujeito que, escrevendo suas maldades, ficavam absorto em seus pensamentos,
levando vez por outra um avião de papel na cabeça.
Um
dia, lá pelas seis horas da tarde, uma tempestade se avizinhando pelas bandas
do sul e contrastando com o céu encoberto por pesadas nuvens, um pequeno avião,
destes que jogam inseticida nas lavouras, lançou-se sobre o bar do “Smurf”. A
turma que se divertia com seus aviões de papel, vendo que o avião de verdade se
aproximava rapidamente do bar, começou a gritar para que todos fugissem: “-
cuidado com o avião!!!. O pseudoescritor achando que era mais uma brincadeira,
não deu importância aos avisos e ficou tranquilamente sentado... A explosão foi
ouvida, segundo alguns, no centro da
cidade. Nada sobrou do homem, sua cabeça, dizem, foi encontrada boiando em uma
sanga, pois o interior estava totalmente vazio, como se ali nunca tivesse
existido um cérebro.O homem que a encontrou, dirigindo- se a um amigo, disse: “-Bem diz o ditado que
cabeça vazia é a oficina do diabo!”
domingo, 15 de abril de 2012
LEMBRANÇAS DA PRAIA DO LARANJAL
UMA IMAGEM DO PASSADO. O "TRAPICHE DO VALVERDE", AGORA EM FASE DE REMODELAÇÃO, MAS QUE SERÁ GUARDADO POR ESTA IMAGEM NA SUA FORMA MAIS PITORESCA. ESTA IMAGEM JAMAIS SE REPETIRÁ, FAZ PARTE DO PASSADO...
sábado, 3 de março de 2012
LIBANESES DE ONTEM, BRASILEIROS DE HOJE
“...De que lado se encontra o futuro? Basta
olhar para onde convergem os fluxos de imigração. Tendendo cada vez mais a se
encontrar em estado livre sobre o planeta, as populações se deslocam segundo os
diferenciais de bem-estar e liberdade.(...) Os talentos têm o desejo de ir não
obrigatoriamente para onde lhes pagam mais, mas provavelmente para onde são
mais respeitados do que invejados, impedidos, ameaçados por pessoas do poder.”
Pierre Lévy
Navegadores, comerciantes, viajantes
que não temiam a adversidade, mas, ao contrário, faziam dela a força propulsora
para conquista de novos mercados de trabalho, os libaneses de ontem, utilizando
esta herança cosmopolita, aportaram em terras brasileiras. O pampa também foi agraciado com a chegada destes desbravadores. Nossa
cultura, nossa arte e nosso modo de vida foram definitivamente modificados com
a presença de uma colônia árabe/libanesa que, também sofrendo interferência de
nossa cultura, criou raízes e passou a fazer parte do progresso destas novas e
hospitaleiras terras.
Internacionalização, planetarização
ou globalização, chamem do jeito que quiserem, na sua forma humana de
conhecimento e socialização muito deve a esta expansão não belicosa, mas
absolutamente altruísta de um povo que faz da paz e da boa convivência o ponto
de partida de suas incursões pelo mundo.
Lentamente os imigrantes libaneses
do século XX foram miscigenando seu DNA com o já globalizado DNA do brasileiro.
Mistura saudável e que tem contribuído para dar ao brasileiro esta poderosa
base genética para enfrentar as adversidades deste e dos novos tempos.
Alam, Karini,Macluf, Ruschel, Cury,
Bainy, Haical, Salim, Satte, Saad, Hallal, Abeiche, Selaimen e outros tantos
nomes de origem árabe, muitos modificados em razão da grafia diferente,
somam-se hoje aos sobrenomes anteriormente existentes na região e constituem
descendentes que já carregavam uma ancestralidade de outros imigrantes, de
outras terras, com diferentes origens étnicas e culturais, mas ricos em
altruísmo e vontade de que as idéias de liberdade façam parte permanente da
natureza da nova descendência.
Com este espírito de integração, com
idéias de liberdade, com respeito às diferenças étnicas características de
nossa região, libaneses da década de 50 fundaram a Sociedade Libanesa de
Pelotas, mais precisamente no dia 14 de junho de 1957. Neste novo ambiente,
músicas, festas e danças tipicamente brasileiras somaram-se ao quibe, ao homos,
a esfiha e a outras tantas comidas de
origem árabe. Bailes do Chope, Bailes de Carnaval e Bailes de debutantes,
alternavam-se com almoços e jantares com rodízio de pratos árabes.
Passaram-se 55 anos desde o dia em
que o espírito empreendedor de antigos e saudosos libaneses lançou a pedra
fundamental desta Sociedade Libanesa em Pelotas e 100 anos da chegada dos libaneses na Vila Olimpo, a
eles devemos nossa homenagem e gratidão por manter vivos os ideais de liberdade
que os encorajou a migrarem para novos e promissores horizontes.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
EXPLORANDO OS SENTIDOS
Explorando
os sentidos - ouvir
Neiff Satte Alam
“...Ouvir os sons do mundo é uma
felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm que
aprender.” Rubem Alves
O som nasce
do silêncio. O silêncio é a busca do som que, ao quebrá-lo, fará fluir um mundo
novo, um mundo onde as lembranças poderão ser reforçadas. Os sons de nossa
infância são um permanente mergulho no passado que dá sentido ao presente.
Lá
na Vila Olimpo, não no Olimpo grego, mas no de minha infância com diferentes figuras
mitológicas, mas totalmente incrustado no meu HD biológico, recupero cada som igual ou mesmo semelhante aos que
circulam no presente, uma realidade permanente sempre sustentada pelas
realidades passadas e transformada em alicerce para o futuro.
O
som das águas do Rio Piratini forçando passagem por entre os pilares de pedra
de uma ponte de ferro eternizada pelas lembranças, repete-se sempre que ouço a
força das águas da chuva forçando passagem por entre as pedras de calçamento
das ruas de Pelotas e penetrando pelos estreitos espaços das bocas-de-lobo.
Outro
dia, em uma das ruas da Praia do Laranjal, ouvi o som do apito do vendedor de
picolés, igual ao que ouvia na empoeirada Rua do Comércio, junto a Praça
Piratini, em Vila Olimpo. Parecia uma parada no tempo. Momentos importantes da
infância irrigaram meu cérebro, inclusive coisas que pensava não lembrar mais,
mas que percebi que foram importantes na minha formação afetiva e agora
preenchem o cérebro de substâncias que dão prazer, o prazer do encontro das lembranças com a realidade, do
ontem com o hoje, com as duas realidades transformadas em uma única...
Os
pardais, os grilos, as rãs e os cães que emitiam seus sons já desapareceram há
muito tempo, mas os sons de seus descendentes fazem com que a lembrança me
remeta às brincadeiras pelos pátios interligados do pequeno vilarejo, universo de
minha infância, caçando rãs, correndo ao lado dos cães que nos faziam companhia,
colocando os grilos, gafanhotos e outros insetos em garrafas para fazer
pequenos estudos que, com certeza, levaram-me a escolher a profissão de Biólogo
e ministrar aulas de Biologia por mais de quarenta anos.
Tinha
também o som do vento ao balançar as folhas de um cinamomo que era nosso
companheiro de brincadeiras, na calçada de minha casa. Um som que só não é mais
importante do que o das tábuas do piso da sala de estar quando caminhávamos de
tamanco de cepa de madeira. Até hoje sinto saudade de caminhar sobre este piso,
pois é o indicativo de que havia ali um lar onde havia ensinamentos, regras,
carinho e amor. Naquela peça, em momentos de leitura, no silêncio das tardes de
inverno, ainda recordo o som das folhas dos livros de capa dura de Monteiro
Lobato interrompido, muitas vezes, pelo apito do trem ao cruzar a ponte entre Vila
Olimpo e Vila Cerrito.
Hoje
aumentei o som do rádio, pois uma canção de carnavais antigos estava a ser
tocada. Era uma música do passado que irrigava de harmonia o presente, então
pensei : “o que há com os sons dos carnavais de hoje, onde está a harmonia, a
lógica das letras para que, no futuro, sejam as boas lembranças do passado?”
Foi neste momento que entendi importante rever os sons do passado ... escrever
sobre a importância deles ... irrigar o presente poluído de ruídos sem harmonia
com lembranças que reforcem a necessidade de explorar a criatividade de nossas
crianças respeitando o seu futuro, viabilizando os sons da biodiversidade, da
boa música, ensinando-as a ouvir e distinguir, pela audição, o bom do ruim.
Ouvir também é uma arte.
Explorando
os sentidos – olfato
Neiff Satte Alam
“...Quando
colho hortelã, libero em minha memória
as mesas de quitutes dos almoços dominicais na casa de minha avó. Era sempre
festa.”
Cheiros bons,
cheiros ruins; lembranças boas, lembranças ruins. Todos com importante
significado, pois é a soma de todos os odores que se formam as imagens, os sons
e os sentimentos de cada momento, de todos os momentos.
Em
um pilão de pedra, artisticamente modelado, era macerada a carne que se
transformaria em um delicioso quibe. As mãos de minha Avó Aziza seguravam com
graça e firmeza o macerador. Ao misturar a hortelã com a carne, um cheiro
característico tomava conta do ambiente. O aroma da hortelã predominava e acentuava
nosso apetite. Não precisávamos comer, se quer ver o quibe cru para ter a exata
noção do gosto. Quando colho hortelã, libero em minha memória as mesas de quitutes dos almoços
dominicais na casa de minha avó. Era sempre festa.
Água
Velva. Alguém lembra desta loção de pós-barba? Talvez a maioria dos pais dos
leitores lembre o perfume característico e inconfundível deste produto, com certeza
todos os filhos lembram-se de seus pais quando perfumes semelhantes aromatiza o
ambiente.
O
olfato, como qualquer outro sentido, tem que ser educado. Temos que saber usar
um perfume, pois é importante entendermos que perfumes masculinos servem para
atrair as mulheres e perfumes femininos para atrair os homens, trocá-los pode
dar confusão!
O
medo exala um cheiro característico e é
percebido pelos opositores. Serve para os animais racionais e para os
irracionais; a paixão também tem seu cheiro, em geral direcionado, pois, como a
flecha do Cupido, tem alvo próprio e determinado; A miséria, a dor e o
infortúnio revelam-se pelo odor próprio, assim como a felicidade e o bem estar
e, identificados, devemos nos responsabilizar pelas necessárias mudanças que
busquem a igualdade entre as pessoas.
As
novas tecnologias que pretendem substituir os livros impressos por livros
eletrônicos têm, no olfato, o seu mais poderoso inimigo. Os leitores habituais
afirmam que uma das boas coisas na leitura, além da qualidade do texto, é
sentir o “cheirinho” do papel. Alguns leitores chegam a não aceitar não serem
os primeiros a folhar os livros, revistas e jornais, pois o cheiro do papel
novo os atrai...
Os
ratos, ao sentirem o cheiro de seus predadores, mudam os caminhos habituais; os
cães são atraídos pelo cheiro da fêmea quando esta está no cio e pronta a
reproduzir; os lobos marcam seu território urinando em todos os obstáculos que
o limitam, pois a urina de cada um tem um odor diferente; um tubarão pode ser
atraído por sua vítima quando sentir o cheiro do sangue desta; o enólogo
reconhece a qualidade do vinho ao cheirá-lo.
Um
sentido instintivo, pois que inato, mas que poderá ser aperfeiçoado pelo
aprendizado e, junto com os demais sentidos, vai enriquecendo nosso universo
sensorial, distinguindo-nos dos demais seres vivos, pois, diferentemente dos
demais, damos sentido aos sentidos...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
HOMO COMPLEXUS
Neiff Satte Alam
Professor
...O PENSAMENTO COMPLEXO É UMA FORMA DE PENSAR,
ANALISAR E AGIR NA SOCIEDADE A PARTIR DA IDEIA DE COMPLEXIDADE, DE MODO QUE NÃO
PODEMOS COMPREENDER ALGO SE SEPARARMOS DO SEU CONJUNTO.( Edgar Morin:
Complexidade, transdisciplinaridade e incerteza)
“Complexus” é uma palavra latina que significa “o que é tecido
junto”. As partes devem manter sua individualidade, mas, ao mesmo tempo têm que
se conectar entre si para dar sentido a um conjunto, de tal maneira que a soma
destas será menor que o conjunto, pois a intersecção dará um resultado que não
se aplicaria a cada parte isoladamente.
Foi
esta visão simples que gerou a Teoria da Complexidade, proposta por Edgar Morin-
“...termo oriundo da Cibernética, que incorpora
à sua obra a partir da década de 60 – integra os diversos modos de pensar,
opondo-se ao pensamento linear, reducionista e disjuntivo. Propõe um pensamento
que une e não separa todos os aspectos presentes no universo. Considera a
incerteza e as contradições como parte da vida e da condição humana e, ao mesmo
tempo, sugere a solidariedade e a ética como caminho para a religação dos seres
e dos saberes”. (Izabel Petraglia)
É
por ainda usar e abusar de um pensamento linear, reducionista, que a educação
não consegue avançar no mesmo ritmo das tecnologias disponíveis, pois estas
exigem visão não linear onde predominam complexidade e incerteza, ambas
necessitam de uma urgente reforma no/do pensamento. O educador terá que
modificar seu modelo e evoluir para um novo modelo (paradigma) onde o Homo complexus será verdadeiramente um
“tecido” formado pelo H. fabres
(dedicado ao trabalho), H. ludicus
(dedicado a arte, ao prazer e ao ócio),H.
sapiens (dedicado ao conhecimento, ao saber)e o H. demens (o lado demente do H.
complexus).
É
da intersecção de todos que surge o homem do novo século, o homem que irá ser
causa e efeito da grande revolução na educação, que levará o complexo
educacional aos patamares da “transdisciplinaridade”
...” A escola deve incentivar a comunicação entre as
diversas áreas do saber e a busca das relações entre os campos do conhecimento,
desmoronando as fronteiras que inibem e reprimem a aprendizagem. Trata-se da
transcendência do pensamento linear que, sozinho, é reducionista.
Transdisciplinaridade é a prática do que une e não separa o múltiplo e o
diverso no processo de construção do conhecimento”.
A
partir destas premissas, pode-se deduzir que a grande reforma na educação não
está em questões meramente estruturais ou mesmo de conjuntura sócio-econômica,
mas principalmente em uma necessária mudança na maneira de pensar. A linearidade e o determinismo foram um
importante e até necessário passo para chegarmos neste momento de ruptura, mas
entender esta necessidade é urgente, pois o Homo
complexus não poderá superar as dificuldades, principalmente na educação,
com o reducionismo que impera em nossos meios acadêmicos, principalmente no
meio Universitário, onde se formam os professores e os cientistas.
Principalmente pelo motivo de que “no
pensamento complexo, as contradições têm espaço de acolhimento sem preconceito.
Opostos, diferentes e complementares que se ligam numa teia multirreferencial
que inclui a objetividade e a subjetividade, colocando-as no mesmo patamar de
possibilidades constantes”.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
A ERA DA MARIA FUMAÇA
Neiff Satte
Alam
Fumegantes, espalhando fuligem e vapor
d’água para todos os lados e com um ruído típico de atrito de ferro contra
ferro misturado ao badalar de um sino, poderosas locomotivas faziam o movimento
da Estação Férrea de Vila Olimpo. Com uma inscrição prateada em sua lateral que
a todos orgulhava: VFRGS – Viação Férrea do Rio Grande do Sul, aqueles monstros
negros puxavam dezenas de vagões, desde vagões de carga de bois e de
combustível até vagões de passageiros com seu carro Buffet , um verdadeiro
restaurante sobre trilhos.
A chegada do trem passageiro das treze
horas, vindo de Pelotas, era uma festa para a pequena comunidade. Pastéis,
cestinhas de butiá e araçá eram vendidas aos passageiros. A criançada ficava
pressionando os viajantes para carregarem suas malas até o Hotel Familiar que
ficava do outro lado da Praça Piratini, alguns, com suas caixas de engraxate,
poliam sapatos e botas.
Carroças e carretas retiravam cargas de
farinha de trigo para a Padaria Esperança e mercadoria para o Armazém Olimpo e
outros da localidade.
Pouco antes da chegada do trem, em um outro
local, pacientemente e cautelosamente, a
Agente dos Correios de Vila Olimpo, Ata Feijó, fechava o malote de
correspondências em um ambiente com forte cheiro de goma arábica de fabricação
caseira. Malote fechado, porta trancada onde se via um aviso “NÃO BATA, ATA”, a
Agente do Correio, utilizando-se de um carrinho de mão e da colaboração de
algum guri da vizinhança, dirigia-se à Estação Férrea para colocar no trem a
correspondência e retirar a que tinha chegado. Uma das maiores festas era a
chegada das cartas, jornais e outras encomendas, algumas vindas do distante
Líbano para a alegria da enorme legião de libaneses que havia fixado residência
em Vila Olimpo
e ali se instalando em um promissor comércio.
Enquanto a locomotiva “bebia” água, os
passageiros que sairiam do lugarejo compravam suas passagens que se constituíam
em um cartão pequeno de duas cores e que seria perfurado pelo “chefe de trem”
logo após a saída.
Três toques com diferenças de minutos de um
sino de origem francesa pelo Agente da Estação, depois que o telegrafista
assegurava-se que não viria nem uma outra composição em sentido contrário,
indicavam o momento da partida.
O
trem já ia longe e ainda se percebia a sua passagem pela presença de
brasas entre os trilhos e o movimento de vagonetas com “tucos” que se
apressavam em deslocar-se para locais onde houvesse algum problema nos trilhos
ou nos dormentes.
Aos poucos a Estação e praça ficavam
vazias. O único movimento que lembrava a chegada do trem era a fila na frente
do correio.
Os sons dos trens eram, então, a música que
identificava a vida naquela vila ferroviária...então aguardávamos o trem das 20h!!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Papai Noel existe!
Neiff Satte Alam
É dura esta
vida de Papai Noel. Início de inverno, uma neve gostosa, a lareira funcionando
e estalando com esta lenha ardendo e tenho que subir neste trenó ridículo, com
renas que não estão nem um pouquinho satisfeitas de terem que sair voando por
este mundo a fora.
Querem saber
mais de meus problemas?
Bem, os meus
assistentes para o Brasil e o resto da América do Sul entraram em greve, dizem
que, se não receberem hora extra em dobro para trabalhar na noite de Natal, não
movimentam um dedo para a distribuição de presentes; tem ainda a insalubridade
e periculosidade, pois sobrevoar a área dominada pelas FARC é um risco
permanente, somente no ano passado cinco trenós foram abatidos por serem
confundidos com aeronaves do governo; ainda há o enorme risco de descerem
chaminés estreitas, alguns assessores ficaram trancados por vários meses em
chaminés de lareiras que nem são utilizadas, pois, em razão do clima de algumas
regiões do Brasil e de outros países da América do Sul, servem apenas como
enfeite; um trenó desceu equivocadamente no Estádio do Morumbi, em São Paulo , a roubalheira
num jogo era tamanha que roubaram as renas e todos os presentes e o seguro não
foi pago até hoje.
Não adianta
reclamar, tenho mesmo que por esta roupa
vermelha com pele branca e este gorro bicudo com um pompom na ponta, ensaiar aquela risada característica –
HO HO HO, atrelar as renas especiais e sair voando por aí.
A chegada no
Brasil foi um problema, pois a temperatura de mais de 35 graus me desidratou e
tive que ficar um dia inteiro por conta do SUS em uma cidadezinha do Piauí e as
renas foram apreendidas pelo IBAMA, até que provasse que Papai Noel existia e
que não era São Nicolau, tive ameaça de prisão, mas não me livrei de um
pagamento efetivo de multa por maltrato de animais e por contrabando de
brinquedos.
Dois dias
depois fui interceptado pelo pessoal do Conselho da Criança e do Adolescente e
tive que dar explicações sobre a discriminação na hora de dar os presentes,
pois algumas crianças recebem presentes mais caros, outras mais baratos e
muitas sequer recebem. Fui obrigado a dar uma aula de neoliberalismo,
globalização, capitalismo, socialismo, escotismo, política e até de ufologia,
pois como explicar minhas aparições simultâneas em milhares de lares em uma
única noite? Claro que isto não expliquei, faz parte do segredo profissional do
Papai Noel.
De qualquer
maneira, pretendo cumprir meu papel, mesmo que muitos pais fiquem dizendo às
criancinhas que não existo. Se eu não existisse, como as lojas venderiam tantos
brinquedos? Como existiriam tantos imitadores (horríveis, diga-se de passagem)
espalhados pelo mundo? Papai Noel existe, sim! Alguns são bem aquinhoados,
muitos assalariados, muitos desempregados, mas existe. Não usam roupa vermelha
com peles brancas, não possuem trenó com renas, não entram pelas chaminés das
casas, mas, como o Papai Noel desta história, têm enormes dificuldades para
finalmente colocarem os presentes possíveis junto a cama dos pequeninos para
que a ilusão do Natal não se perca, mas que fique gravada como um grande amor
dos pais pelos filhos, mesmo tendo que enfrentar as maiores adversidades. Este
foi o grande segredo que o Papai Noel não quis revelar: como chegar a todos os
lares na mesma noite? Realmente Papai Noel existe, você se encontra com ele
todos os dias do ano!
domingo, 11 de dezembro de 2011
SUSTENTABILIDADE POLÍTCA
Neiff
Satte Alam
O tempo, sempre o tempo. Uma
dimensão que nos permite livre trânsito entre diferentes realidades e, entre
elas, curtos espaços de escolhas que interferirão as futuras e imprevisíveis
ações que transformarão ou confirmarão expectativas.
Como o tempo de cada
coisa, viva ou não, é diferente e como as variações e durabilidades não
obedecem as mesmas regras, mesma realidade, podemos observar várias linhas de
tempo em um mesmo momento, até mesmo pensamentos propostos em diferentes
épocas, por pessoas que não mais existem.
Podemos estar frente a
uma obra de Picasso ou de Da Vinci; lendo um livro escrito por Dumas ou por
Érico Veríssimo; vendo um filme de Chaplin ou escutando Choppin, todos os
tempos em um só tempo, o de hoje, de agora e desta realidade.
Assim também ocorre
com a política, pois as idéias acumuladas de todos os que pensaram
cientificamente ou que exerceram esta ação política, têm influência neste tempo
de agora, nossa realidade, e profunda interferência na inimaginável realidade
futura.
A soma do conhecimento
construído no passado com o conhecimento ora desenvolvido é o que resultará uma
melhor ou pior expectativa futura, isto é, nas realidades que ainda estão por
vir, portanto o que fizermos politicamente hoje, as alternativas que
escolheremos hoje, serão os caminhos que podemos, por opção, trilhar.
Esta é a
sustentabilidade mais importante, pois deverá interferir em todas as outras,
sejam ambientais, sociais ou econômicas. Os fundamentos que aprofundarmos, o
pensamento filosófico que escolhermos é que definirá a sociedade que teremos, o
mundo em que viveremos nos próximos anos será nosso legado para as próximas
gerações.
Portanto, o mais
correto politicamente é colocarmos as pessoas certas nos lugares certos, sem
amadorismo no nosso limitado espaço doméstico e que equivocadamente, imaginamos
poder solucionar com “remédios caseiros”.
Urge que nos
apropriemos da realidade e do conhecimento então existente para encaminharmos o
futuro com segurança, sempre entendendo que esta dimensão que chamamos tempo
poderá estar a nosso favor. Principalmente se utilizarmos todo o conhecimento
acumulado pelos que nos antecederam como parte da realidade.
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